Covid-19: como migrar do trabalho remoto para o escritório?

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A pandemia do novo coronavírus teve um impacto marcante no mundo corporativo. Legiões de trabalhadores foram enviados para o trabalho remoto e, em casa, estão tentando manter os negócios em ordem – e a saúde também.

Enquanto muitas empresas estão deixando na mão dos colaboradores a decisão de um home office eterno (Twitter e Facebook abriram essa possibilidade, e Nubank liberou o trabalho remoto até o fim do ano), outras estão traçando um plano de como voltar ao escritório com segurança.

Saiba para quais aspectos olhar ao fazer um plano de retorno ao trabalho presencial após a Covid-19, respeitando regras de segurança e adaptando-se às restrições.

Planejando a transição

O planejamento para o retorno ao escritório deve abordar dois momentos: o curto e o longo prazo. Os riscos à saúde e à segurança na empresa devem ser identificados e gerenciados corretamente, e os funcionários precisam se comprometer com as restrições.

A longo prazo, o plano de transição contempla análises gerais sobre a saúde financeira da empresa para enfrentar a crise, a capacidade de adaptação do espaço de trabalho para receber os colaboradores, além de respostas a uma possível segunda onda de contaminação pelo vírus.

De imediato e a curto prazo, o gerenciamento de riscos será essencial para a migração, bem como a hipervigilância sobre a limpeza do ambiente, o distanciamento físico e a participação dos colaboradores nesse processo.

Também será preciso estabelecer novas diretrizes sobre viagens a trabalho e sobre o atendimento presencial a clientes, assim como ter uma resposta rápida e eficaz para o surgimento de casos de Covid-19 entre os funcionários.

Isso quer dizer que o plano de prevenção vai se juntar às outras medidas de saúde ocupacional que já faziam parte da rotina dos escritórios.

As respostas às perguntas a seguir devem integrar o plano de retorno:

  • O acesso ao local de trabalho será gerenciado? Como e por quem?
  • Como aplicar o distanciamento social em salas de reuniões, refeitórios, estações de trabalho, cozinhas, banheiros, elevadores e áreas de descompressão?
  • Quais protocolos de limpeza serão utilizados?
  • Quais instruções e treinamentos sobre medidas de higiene serão fornecidos aos funcionários?
  • Como será o esquema de trabalho? Todas as pessoas vão retornar? Haverá horários e turnos diferentes?
  • Como apoiar os funcionários?

Veja como trabalhar os quatro aspectos mais importantes do planejamento.

Higienização

A primeira coisa que vem à cabeça para o retorno ao escritório é a higienização. Todos precisam confiar que o ambiente está limpo e desinfetado para que seja seguro sair do home office.

Superfícies altamente tocadas são um problema, como interruptores, torneiras, bebedouros, maçanetas, telefones, botões de elevador, mesas e corrimão de escadas. A solução é espalhar pontos de dispenser com álcool gel pelo local.

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Máscaras e álcool gel: itens básicos para um trabalho em segurança.

Distanciamento social

Uma das alternativas é reduzir a ocupação do espaço, mantendo parte do time em home office por mais um tempo. Outras possibilidades são a atuação em turnos e a separação da equipe em grupos, que trabalham em ambientes separados e sem contato dentro e fora do escritório.

Uma ideia, apresentada pela Fast Company, é ter quatro dias seguidos de trabalho no escritório e 10 dias em casa. A justificativa é que depois de ser infectada, leva-se, em média, três dias para que o doente possa infectar alguém. Isso significa que, teoricamente, as pessoas poderiam trabalhar ou ir à escola por um curto período se passassem mais um tempo em casa.

“Isso diminuirá significativamente o número de casos resultantes de cada infecção e, portanto, fornece uma estratégia viável para o retorno à atividade econômica e pode impedir uma segunda onda de Covid-19”, explica, à Fast Company, Ron Milo, professor de Biologia Computacional e de Sistemas do Instituto Weizmann de Ciência em Israel.

Layout do escritório

Os espaços corporativos terão um novo layout, projetado para a saúde dos trabalhadores, dos clientes e do público em geral. Embora sejam premissas que todos devam seguir, não há uma solução única para as empresas.

O que sabemos até agora é que o retorno gradual ao local de trabalho vai mexer com a disposição dos móveis para permitir mais espaço entre colegas de trabalho, o que significa que será preciso retirar mesas e cadeiras do ambiente temporariamente. Também será necessário adaptar espaços compartilhados, como áreas de lazer, para diminuir a densidade, pensando em proteger a saúde das pessoas.

Limitar quem vai retornar ao escritório, adicionar divisórias de separação nas estações de trabalho e delimitar a aproximação de pessoas por faixas demarcadas no chão foram e estão sendo algumas estratégias de safe design adotadas por empresas que retomaram as atividades presenciais.

Na China, a volta aos escritórios foi escalonada, com trabalhadores saindo do home office pouco a pouco. Algumas empresas implantaram horários mais curtos para que as pessoas não estivessem no transporte público em horários de pico e nem fossem colocadas em risco. O restante do expediente é cumprido em casa.

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Ideia de distanciamento entre colegas de trabalho.

As áreas colaborativas devem ser adaptadas para que o pessoal do escritório se comunique com quem está em home office. Instale telas, tenha poucas cadeiras para manter o distanciamento e incentive o uso de máscaras – em algumas localidades, ela se tornou um item obrigatório em todos os ambientes.

Confiança e transparência

A comunicação é uma etapa tão importante quanto as outras no processo de migração do trabalho remoto para o presencial. A equipe precisa se sentir segura e saber que a empresa se importa com os colaboradores.

Compartilhar projetos que estão em desenvolvimento, ouvir sugestões e atuar juntos para encontrar a estratégia mais segura para o retorno ao trabalho são posicionamentos que os funcionários esperam da empresa.

A volta gradual ao local de trabalho exige um plano robusto, que contempla rotina de higienização, comunicação da equipe e adequações na distribuição do mobiliário. É um processo que deve levar em consideração o bem-estar dos funcionários, a cultura organizacional e a transformação do layout.

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